Mostrando postagens com marcador Mabthera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mabthera. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Mais um ciclo

São Paulo, 01 de Dezembro 2015
Rituximab - 1ª aplicação do segundo ciclo!

É hoje... Mais uma fase.. Mais uma conquista... Mais esperança... Mais luta! Eu e todas as pessoas que me acompanham nessa jornada.. aqui aguardando, nossa vez..
São historias atrás de histórias:
Tristes, desprendidas, arrependidas, superação, resignação, companheirismo, resiliência, gratidão e amor.

Aqui deixo de me sentir diferente pra ser igual.. Sinto medo, mas nem tanto quanto lá fora.. Sinto dores, que são diminuídas perto da dor do próximo, sinto tristeza, por questão química do organismo, porque no meu coração é amor que o preenche.

Vejo que preciso das pessoas, tanto como elas precisam de mim, mas preciso estar serena comigo antes de qualquer coisa.. Entendo melhor o "pela dor ou pelo amor"... A dor nos une e nos dá o significado do amor.Amor incondicional..Um amor que se vê.Aguardando minha vez, vejo uma mãe sorrindo e cantando cuidando do filho imóvel que aparentemente não entende nada ao seu redor, até que você fixa em seus olhos que ouvem atentamente a cantoria da mãe linda e traz paz e calma. Esse olhar está repleto de amor.. 
A dor se transforma.. No olhar dele, uma gratidão de alma, com algo que se parece com um sorriso... E boas noticias devem ter tido, pois saíram felizes por terem vencido mais uma vez, algo que não posso imaginar, ou aceitando a realidade de algo que também não posso imaginar.

Me sinto mais humana aqui...
Me sinto com sorte...Escolhida.
Algo muito difícil de descrever.. 

Cada pessoa nesse mundo pensa diferente, sofre diferente e comemora diferente.. A diferença que separa, mata, briga e também une..

Penso: o que tenho de afinidade com a senhora do lado esquerdo?
E com o senhor do lado direito que lê um livro de designer para quem não é designer... 
Nada sei sobre eles..mas temos um propósito juntos ..Uma luta que nos dará força e sensibilidade pra muita coisa.Não somos melhor que ninguém, mas sim, somos diferentes..e sim, vemos tudo diferente...
E eles devem com certeza passar e pensar como eu, consciente ou não.Não são os "por quês" que nos limitam e sim "pra quês"! 
Qual nossa missão nisso tudo? 
O que devemos fazer pra nos ajudar e dar ajuda?
Em vão, não pode ser... 

Procuramos um sentido, uma válvula pra fazer sempre tudo ficar mais leve.. 
Poucos amarguram a dor...a maioria aprende, cresce e sente uma gratidão imensa crescendo juntamente com a vontade de ajudar fazendo a diferença pra si e pra todos.


Luz ... é o que desejo... Sempre..Me ilumine e que eu possa iluminar também!
x

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Imunobiológico - Rituximab (MabThera)



Aqui está uma nova plataforma para o tratamento da AR (Artrite Reumatoide) e para a DM (Dermatomiosite). 
Estou pesquisando ainda mais.. mas qualquer ajuda é válida para uma possível remissão!


O que é o MabThera? 

O MabThera é um concentrado para reconstituição numa solução para perfusão (administração gota-a_gota numa veia). Contém a substância activa rituximab. 

Para que é utilizado o MabThera? 
O MabThera é utilizado em adultos para o tratamento de linfoma não-Hodgkin (um cancro do tecido linfático), leucemia linfocítica crónica (LLC, um cancro dos linfócitos B, um tipo de glóbulo branco) e artrite reumatóide (uma doença que causa a inflamação das articulações). 
No linfoma não-Hodgkin, o MabThera é utilizado para o tratamento dos dois tipos da doença, que afectam os linfócitos B: no linfoma folicular, o MabThera é utilizado em associação com quimioterapia (medicamentos utilizados no tratamento do cancro) nos doentes em estádio avançado não previamente tratados. Pode também ser utilizado como tratamento de manutenção nos doentes com uma recidiva (recaída) do linfoma folicular após tratamento anterior, desde que o linfoma tenha respondido a uma ronda de tratamento anterior. O MabThera é também utilizado em monoterapia (medicamento único) nos doentes em estádio avançado que são resistentes a outros tipos de quimioterapia ou que não responderam a dois ou mais tratamentos de quimioterapia anteriores; nos doentes com linfoma difuso de grandes células B, o MabThera é utilizado em associação com um tipo específico de quimioterapia denominado “CHOP” (ciclofosfamida, doxorrubicina, vincristina e prednisolona). 

Na LLC, o MabThera é utilizado em associação com a quimioterapia em doentes que não tenham sido sujeitos a tratamento anterior e nos doentes com uma recidiva após tratamento anterior. 
Na artrite reumatóide, o MabThera é utilizado em adultos com doença grave em associação com metotrexato (um medicamento com acção no sistema imunitário). É utilizado nos doentes que não podem receber ou que tiveram uma resposta inadequada a outros tratamentos para a artrite reumatóide, incluindo um inibidor do factor de necrose tumoral (TNF). 
O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica. 



FONTE: http://www.emea.europa.eu



O que é a rituximab?

Anticorpos monoclonais 


Os anticorpos monoclonais são uma classe relativamente nova de substâncias e seu desenvolvimento é um dos maiores avanços no tratamento de linfoma não-Hodgkin nos últimos anos. O anticorpo monoclonal mais freqüentemente usado para o tratamento de linfoma não-Hodgkin é o rituximabe. Rituximabe é eficaz no tratamento de alguns dos tipos mais comuns de linfoma. Em geral, ele é administrado em combinação com a quimioterapia, embora possa ser aplicado isoladamente em algumas circunstâncias. 

Em muitos pacientes, o rituximabe aumenta a eficácia dos outros tratamentos (geralmente a quimioterapia). No linfoma não-Hodgkin indolente , a medicação pode aumentar o tempo da remissão obtida pelo tratamento. No tipo agressivo, a adição de rituximabe à quimioterapia padrão (CHOP)  demonstrou aumentar a chance de cura do paciente e melhorar a sobrevida, em comparação com a quimioterapia sozinha. 

E o mais importante, os efeitos colaterais do rituximabe associados à infusão geralmente ocorrem só durante a administração da medicação e diminuem nas doses subseqüentes; sua administração concomitante com o regime quimioterápico não causa qualquer aumento significativo nos efeitos colaterais da quimioterapia escolhida. Efeitos colaterais com persistência superior a alguns minutos ou horas são raros e, em geral, sem qualquer relevância clínica.

Modo de ação
Diferentemente da quimioterapia e da radioterapia, que atuam de maneira menos específica, o objetivo do tratamento com anticorpos monoclonais é o de destruir as células do linfoma não-Hodgkin de modo programado, sem causar dano aos outros tipos de células do corpo. 

Todas as células possuem marcadores de proteína em sua superfície, conhecidos como antígenos. Os anticorpos monoclonais são projetados em laboratório para reconhecer especificamente marcadores protéicos especiais na superfície de algumas células de câncer. A seguir, o anticorpo monoclonal “se fecha” sobre essa proteína. Essa ação ou desencadeia um processo de autodestruição da célula ou sinaliza o sistema imune do corpo para atacar e destruir a célula cancerosa.

Por exemplo, o rituximab, o anticorpo monoclonal usado no tratamento de linfoma não-Hodgkin, reconhece um marcador de proteína chamado de CD20. Esse marcador CD20 é encontrado na superfície de células-B anormais existentes em algumas das formas mais comuns do linfoma não-Hodgkin.

Quando o rituximab se fecha sobre o CD20 na superfície de uma célula-B, a célula pode se autodestruir diretamente ou então alertar as defesas naturais do corpo. Rituximab é eficaz na identificação de células do linfoma para serem destruídas pelo sistema imune, permitindo assim que as células cancerosas sejam agora destruídas. 

O CD20 também é encontrado na superfície de células-B normais, um dos tipos de glóbulos brancos do sangue em circulação no corpo. Isso significa que essas células-B normais também podem ser destruídas com o uso de rituximab. Entretanto, as células-tronco existentes na medula óssea e que evoluem para células-B não possuem o marcador CD20. em sua superfície.

Assim, as células-tronco não são afetadas pelo rituximab e podem suprir o corpo com células-B sadias. Embora a quantidade de células-B normais e maduras fique temporariamente reduzida pelo tratamento, o volume celular volta ao nível anterior após o tratamento. 

Efeitos colaterais
Como ocorre com qualquer medicamento, os anticorpos monoclonais podem provocar efeitos colaterais. Para rituximab, por exemplo, a maioria dos efeitos colaterais é de baixa intensidade. Os efeitos colaterais ocorrem mais freqüentemente durante a primeira sessão semanal, diminuindo de intensidade com as doses subseqüentes. Isso porque há mais células de linfoma presentes durante essa primeira aplicação e que precisam ser identificadas pelo anticorpo monoclonal para serem destruídas pelo sistema imune do corpo. 

Os efeitos colaterais mais comuns são febre, calafrios e outros sintomas semelhantes aos da gripe como dores musculares, dor de cabeça e cansaço. Essas manifestações cessam rapidamente com o término da sessão de tratamento. Às vezes, os pacientes sentem um rubor súbito e sensação de calor no rosto. Essa sensação é muito rápida e curta.

Alguns pacientes sentem náuseas (sentir-se doente) ou vômitos (estar doente). Os medicamentos anti-heméticos são normalmente muito eficazes ou em prevenir esses sintomas ou em torná-los mais toleráveis.

Às vezes, os pacientes sentem dores em algumas partes do corpo nas quais o linfoma se localiza. A dor é geralmente leve e pode ser aliviada com analgésicos comuns. 

Rituximab pode provocar reações alérgicas e os sintomas podem incluir: 

•Prurido ou aparecimento súbito de uma erupção cutânea 
•Tosse, roncos e sibilos ou falta de ar 
•Língua inchada ou sensação de inchaço na garganta 
•Edema ou inchaço causado pelo excesso de fluido nos tecidos corporais.
Reações alérgicas graves ao rituximab são raras e os pacientes são observados durante toda a sessão do tratamento quanto a esses sintomas. Eles deverão comunicar quaisquer sintomas assim que ocorram. Com freqüência, tudo o que se deve fazer é tornar mais lento o ritmo do gotejamento intravenoso ou suspendê-lo por um certo tempo, até que a reação alérgica se resolva. Os pacientes normalmente recebem anti-histamínicos antes da sessão para ajudar a evitar ou reduzir esses problemas.

FONTE: http://www.roche.com.br